segunda-feira, 31 de outubro de 2011

ONU pede mais proteção para as árvores dentro das cidades

Proteger as árvores e florestas situadas dentro e ao redor das cidades requer políticas e investimentos orientados para fortalecer os meios de subsistência e melhorar o meio ambiente em um mundo cada vez mais urbanizado, afirmou nesta segunda-feira a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) em um comunicado.
Esta é a mensagem lançada por causa do Dia Mundial do Habitat pela Associação de Colaboração em matéria de Florestas (CPF na sigla em inglês) da qual a FAO é membro. Com um percentual cada vez maior da população mundial que vive atualmente nas cidades e seus arredores, o CPF pediu aos países que prestem mais atenção à gestão e proteção adequada das florestas urbanas.
Além de melhorar a qualidade dos ambientes urbanos, as florestas nas cidades também podem diminuir os impactos de eventos meteorológicos graves. Servem para proteger os prédios de ventos fortes e inundações e ajudam a economizar energia ao atuar como barreira em estações mais quentes, informa a nota.
"A aceleração do nível das intempéries da natureza que afetam às cidades - como tempestades, secas, inundações e deslizamentos de terras, nos lembram que é de extrema importância ter capacidade de resistência diante dos desastres e que as árvores desempenham um papel importante para proteger o ambiente das cidades", disse o diretor Adjunto da FAO para Florestas, Eduardo Rojas-Briales.
"As boas práticas na silvicultura urbana e periurbana podem contribuir para cidades no sentido da amenizar e proporcionar melhor adaptação aos efeitos da mudança climática" acrescentou. As florestas urbanas também melhoram o bem-estar e as condições de saúde dos cidadãos já que refrescam o ambiente, particularmente nas zonas áridas, segundo a FAO.
"As árvores e florestas nas cidades oferecem à população consciência ecológica e qualidade de vida, e durante o Ano Internacional das Florestas vimos muitos exemplos de atividades comunitárias nas cidades, desde a plantação de árvores a excursões na natureza", explicou Jan McAlpine, diretora da Secretaria do Fórum das Nações Unidas sobre as Florestas.
"Estes cinturões verdes são também um habitat importante para aves e animais pequenos, um oásis de diversidade biológica em um ambiente urbano", acrescentou McAlpine. Além disso, as árvores constituem ecossistemas vitais na retenção e armazenamento de carbono, e podem se tornar uma fonte alternativa de energia, concluiu.
As florestas urbanas podem servir de laboratório vivo para a educação ambiental nas cidades, ajudando a reduzir a brecha entre a população urbana e as florestas, segundo a nota. A FAO está ajudando a desenvolver diretrizes para os responsáveis das políticas e a tomada de decisões sobre silvicultura urbana e periurbana, com o objetivo de promover políticas sólidas e destacar as boas iniciativas.


http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5390304-EI238,00-ONU+pede+mais+protecao+para+as+arvores+dentro+das+cidades.html

Comentário:De certa forma é vergonhoso pela ONU ter que pedir mais proteção,isso tinha que parti dos governos porque a arvore é uma necessidade nossa por proteger de desastres como deslizamentos.

Ministério quer proteger fauna ameaçada de extinção no Brasil

O Ministério do Meio Ambiente vai intensificar ações para a redução da lista de espécies da fauna ameaçadas de extinção. Até 2014, o MMA deverá ter planos de ação para a proteção de todas as espécies que correm risco de desaparecer. As informações são do próprio ministério.
"Esse é um dos compromissos assumidos pelo Brasil na COP 10 em Nagoya", observou o secretário de Biodiversidade e Florestas, do MMA, Bráulio Dias, na quinta-feira, quando participou do seminário Construção da Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas de Extinção, no Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Bráulio Dias estava se referindo à conferência das Nações Unidas na cidade japonesa de Nagoya, realizada no ano passado, com 193 países, para preservação do planeta. O secretário citou que o País já avançou muito nas ações para a proteção da fauna "como a revisão periódica da lista e instalação de comitês de planejamento das iniciativas" mas são ainda necessárias outras estratégias.
Entre as novas estratégias, Bráulio Dias citou a Aliança Brasileira para Extinção Zero, iniciativa do MMA "para a análise de lacunas entre os critérios usados para a criação de unidades de conservação". Ele explicou que isso significa analisar a relação das áreas protegidas e os resultados de ações de conservação. O secretário ainda citou a necessidade de parcerias com o setor privado e com os governos estaduais.
Na mesa com o secretário de Biodiversidade e Florestas estava o presidente do ICMBio, Rômulo Mello. "Pulamos de 2% pra 23% os planos de ação para proteção de espécies na atual lista de ameaçadas de extinção. Até o final do ano chegaremos a 35% e até o final do Governo Dilma vão alcançar 100%", disse Rômulo Mello.
O presidente do ICMBio comentou iniciativas do Governo Federal para a conservação das unidades de conservação " como o Bolsa Verde, que paga por serviços ambientais a famílias de baixa renda " e a aliança que a ministra Izabella Teixeira firmou com o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloísio Mercadante, para estimular cada vez mais o conhecimento científico para a preservação do meio ambiente.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5412662-EI8145,00-Ministerio+quer+proteger+fauna+ameacada+de+extincao+no+Brasil.html

Comentario:Já que nós cada vez mais roubamos um pedaço da vida dos animais explorando florestas e os locais onde vivem,assim aumentando o numero de animais extintos mas com o projeto ira minimizar o numero no Brasil.

Brasileiro pesquisará geração inteira de cidade pelo resto da vida

Único pesquisador de fora da Grã-Bretanha a ser selecionado para receber uma bolsa de R$ 7 milhões da agência The Wellcome Trust, o brasileiro Pedro Hallal tem um projeto ambicioso. Ainda que o financiamento garanta trabalho ao longo de sete anos - desde que apresente resultados -, ele planeja ir além e monitorar as crianças que nascerem no ano de 2015 em Pelotas, cidade do interior do Rio Grande do Sul com mais de 320 mil habitantes, pelo resto da vida - dele e delas.
Docente da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e pesquisador na área de educação física, Hallal vai desenvolver com o financiamento um estudo de coorte, tipo de pesquisa em que indivíduos são classificados para avaliação de incidência de doenças. Entre os objetivos deste tipo de pesquisa estão conhecer o estado de saúde das populações, identificar as causas das principais doenças presentes nesses grupos e desenvolver estratégias preventivas que beneficiem o maior número de pessoas.
Para tanto, o docente pretende identificar todas as mães com parto previsto para 2015 no município gaúcho para acompanhá-las durante a gestação. Os primeiros dados estarão disponíveis a partir do final de 2014, quando o monitoramento das mães for concluído.
Depois, Hallal vai monitorar os hospitais da cidade para registrar os nascimentos a partir de 2015 e iniciar o acompanhamento de todas as crianças. Estima-se em quatro mil o número de partos.
Segundo o professor, estudos assim já foram feitos com sucesso na cidade em 1982, 1993 e 2004. Os acompanhamentos são contínuos e os observados visitam o centro de pesquisas para uma série de exames em que são verificadas a pressão arterial, a composição corporal, as medidas da prática de atividade física, entre outros aspectos, além de responderem a questionários sobre a condição de saúde e econômica das famílias. Caso algum dos observados saia de Pelotas, a equipe mantém contato por telefone. Dos nascidos em 1982, há quase 30 anos, os pesquisadores ainda consegue seguir quase 75% dos participantes.
O ponto de vista do pesquisado
O engenheiro mecânico Moisés Fernandes Borges, 29 anos, participa da pesquisa de coorte de 1982, que abrange 5.914 pessoas. Ele, que admira esse tipo de pesquisa, acredita que pode ajudar simplesmente atendendo aos 'chamados' dos pesquisadores. "Pois quanto maior for o número dos pesquisados ainda ativos melhor será a amostragem, garantindo maior confiabilidade a pesquisa", conta.
Borges lembra que já passou por cerca de 10 avaliações - mas quando era criança também era acompanhado - e explica que o monitoramento ocorre quase sempre por contado telefônico ou com visita à residência, com entrevistas e exames.
O pesquisado é consciente que sua participação na pesquisa é uma maneira de ajudar as próximas gerações, de contribuir com melhorias mais adiante. "Acho que o único retorno é ajudar o coletivo futuro, visto que as conclusões, boas ou más, dificilmente serão aplicadas aos pesquisados", reflete.
A bolsa
A bolsa da agência britânica, nessa modalidade de longo prazo e sem as "amarras" típicas de um projeto tradicional, foi alvo de 900 candidatos. Além do gaúcho, outros 26 pesquisadores foram contemplados com a verba. Hallal aguarda grandes exigências dos patrocinadores, mas está confiante. "Com certeza a Wellcome Trust espera resultados de alto impacto científico e que sirvam para a criação de políticas públicas de promoção da atividade física, uma prioridade internacional da saúde nos dias de hoje", ressalta.
Apoiado em dados de pesquisas similares já realizadas, ele já projeta a continuidade do projeto após o período de sete anos. Seja com novo apoio britânico ou não. "Ainda não sabemos ao certo se será possível o pedido de renovação. Mas, até lá, esperamos que a política de financiamento à pesquisa do governo brasileiro mude e haja comprometimento com pesquisas de longa duração e alto impacto científico", diz.
Os custos da pesquisa
De acordo com o pesquisador brasileiro, estudos de coortes de nascimentos constituem um dos melhores delineamentos de pesquisa em saúde. O monitoramento contínuo dos participantes possibilita a análise das causas e conseqüências dos eventos relacionados à saúde. Mas esse tipo de pesquisa tem um custo. E ele é alto.
Segundo o professor, cada acompanhamento integral durante estes sete anos custará em torno de R$ 500 mil. "Além disso, existe uma equipe fixa que faz com que a coorte funcione. Na prática, acompanhar uma coorte por cerca de 10 anos custa em torno de R$ 20 milhões", conta Hallal. O financiamento recebido também permitirá a Hallal investir em ideias que surjam no decorrer do caminho.
Outro projeto que envolve o recebimento da bolsa é a produção de uma série de artigos científicos sobre atividade física a serem publicados no periódico The Lancet em 2012, na semana da abertura dos Jogos Olímpicos. Pesquisador da área, Hallal acredita que o estudo, que contará com a participação de 30 pesquisadores de 19 países, auxiliará na promoção da prática esportiva, posicionando de vez os exercícios físicos como uma prioridade global de saúde pública a partir da apresentação das consequências deles para a população.
Hallal pretende ainda apresentar os níveis de atividade física da população mundial e identificar as razões que fazem com que algumas pessoas pratiquem atividade física e outras não.
Financiamento no Brasil
No Brasil, bolsas que financiam pesquisas científicas possuem duração menor e costumam ser pagas diretamente ao pesquisador, como ocorre com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). "Uma prioridade do governo deveria ser investir em esquemas como esse, que valorizem a pesquisa de longo prazo e os pesquisadores com atuação destacada em uma área de conhecimento. Além disso, a burocracia para utilização de recursos no Brasil e as dificuldades de importação atrapalham o País de forma importante", aponta Hallal.
Para ele, outros pesquisadores brasileiros teriam chances de receber financiamentos deste tipo, mas muitos trabalham baseados na quantidade e não na qualidade da produção. "Pesquisadores jovens aprendem desde cedo que três artigos em revistas mais ou menos equivalem a um artigo em revista de ponta no cenário internacional, o que é muito mais difícil. Rapidamente eles notam que é mais fácil então publicar três artigos medianos do que um artigo de ponta. E isso só tem piorado nos últimos anos", lamenta.


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Comentario:É um projeto legal no qual ele irá pesquisar o estado de saude da população,identificar causas de doenças e desenvolver estratégias preventivas que beneficiem o maior numero de pessoas.

Pesquisadores criam aparelho que detecta problemas cardíacos

Uma equipe de pesquisadores da Universidade Politécnica de Lausanne, na Suíça, fabricou um dispositivo eletrônico que detecta anomalias no ritmo cardíaco da pessoa em tempo real e envia a informação do eletrocardiograma, já analisada, ao próprio paciente e a seu médico.
O líder do estudo, o espanhol David Atienza, disse que ao contrário de outros aparatos, este é capaz de interpretar dados e avisar quando algo sai do normal. "Até agora, este tipo de dispositivo apenas coletava informação, que mais tarde tinha que ser analisada pelo médico, enquanto este já indica possíveis patologias que o paciente pode apresentar", explicou Atienza.
O investigador afirmou que o aparelho envia uma mensagem ao telefone celular do paciente se detectar algo errado, além de enviar um e-mail a seu médico com informações detalhadas. "Ambos recebem a evolução do eletrocardiograma das últimas duas horas", precisou o pesquisador.
Desta forma, é possível descobrir anomalias cardíacas num estágio muito inicial, o que pode prevenir problemas maiores. O dispositivo, batizado WBSN ("wireless body sensor network"), requer um modo de transmissão das informações padrão, que pode ser via GPS, 3G ou Bluethooth, e pode ser usado em celulares iPhone, Nokia e HTC.
Atienza contou que a eficácia do WBSN foi comprovada em 20 pacientes com problemas cardíacos e em mais cem pessoas, mas que antes de ser comercializado o aparelho precisa passar por mais uma etapa de estudos. "O processo completo deve estar pronto em quatro ou cinco meses, porque já temos a tecnologia, que é o mais complicado", disse o cientista.
Seu lançamento no mercado, no entanto, pode demorar um pouco mais pois dependeria de decisões empresariais das companhias que já demonstraram interesse em comercializar o aparelho. De acordo com Atienza, existem duas empresas interessadas em sua venda, e três companhias de saúde que pretendem comercializar o produto aos seus assegurados.
"Segundo meus cálculos, se forem fabricadas cinco mil unidades, o que é um número razoável de alcançar, o dispositivo poderia ser vendido por cerca de 50 euros", estimou o líder do estudo.


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Comentario:Mostra que tem tantas coisas que se pode fazer para prevenir e evitar problemas maiores,junto a tecnologia do jeito que envia para o celular se uqalquer coisa está errada,é o avanço da ciencia com a tecnologia.

Cientista: Brasil não está preparado para epidemia mortal

Um vírus letal que se espalha rapidamente por todo o planeta, causando pânico e caos entre a população. O tema do filme Contágio, em cartaz nos cinemas brasileiros, foi debatido nesta sexta-feira por especialistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio. A iniciativa do debate foi da Foundation for Vaccine Research, dos Estados Unidos.
De acordo com o superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde do Rio, Marcio Garcia, o Brasil tem experiência e conhecimento em vigilância e investigação, que faz do País capaz de dar resposta razoável contra um vírus letal.
"Temos uma rede nacional de alerta e resposta que, inclusive, é conectada com a sala dos CDC Centers for Disease Control and Prevention (Centros de Controle de Enfermidades dos Estados Unidos), que aparece no filme, em uma rede internacional. Também temos um programa especializado em investigação de surtos, que é o Epsus, com mais de 100 pesquisadores formados", disse ele.
A infectologista Patrícia Brasil, da Fiocruz, discorda da análise. Ela disse que O Brasil é um País que não consegue conter o avanço de doenças já conhecidas e que podem ser combatidas, como a tuberculose e a dengue, e sequer tem condições de responder a um vírus como o do filme.
"Na verdade, ninguém está preparado para um vírus como esse (do filme Contágio). E nós temos nossos próprios pesadelos, como a tuberculose. Na epidemia de dengue de 2008, foram mais de 300 mil casos, mais de 40% de mortes de crianças. Temos a reintrodução da malária. São muitos os desafios de saúde pública ainda. Nosso sistema de saúde já é caótico, não só o público, com emergências lotadas. Imagine com uma epidemia de vírus letal?", pergunta a pesquisadora.
O pesquisador Mauro Schechter, da UFRJ e membro da entidade que promoveu o debate, lamentou que se invista tão pouco em pesquisa de novas vacinas. Ele defendeu o financiamento de organismos multilaterais em estudos nessa área "Vacina não dá dinheiro. A não ser que seja para algumas patologias, como HPV, cuja vacina é muito cara. Mas criar uma vacina para tuberculose ou malária não é rentável, por exemplo. O Estado tem outros problemas para resolver, como garantir saúde, educação, segurança e transporte para a população. Por isso, há a necessidade de esforços internacionais conjuntos".
De acordo com Schechter, especialista em HIV, para desenvolver uma vacina contra a Aids em dez anos seriam necessários investimentos adicionais de U$ 5 milhões a US$ 10 milhões por ano sobre o que já se investe hoje em pesquisa. "O que é feito hoje é insuficiente", lamentou o pesquisador.


http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5441659-EI8147,00-Cientista+Brasil+nao+esta+preparado+para+epidemia+mortal.html

Comentario:Como para muitos lugares o Brasil não tem condição de suportar uma nova epidemia mortal, sendo um assunto a ser debatido e resolvido o quanto antes.

Cientistas conseguem reverter envelhecimento celular

Cientistas franceses conseguiram recuperar a juventude de células de doadores centenários, ao reprogramá-las ao estágio de células-tronco, demonstrando assim que o processo de envelhecimento é reversível. Trabalhos sobre a possibilidade de apagar as marcas do envelhecimento celular, publicados na edição desta terça-feira da revista especializada Genes & Development, marcam uma nova etapa na direção da medicina regenerativa com vistas a corrigir uma patologia, ressaltou Jean-Marc Lemaitre, do Instituto de Genômica Funcional (Inserm/CNRS/Université de Montpellier), encarregado destas pesquisas.
Segundo um cientista do Inserm, outro resultado importante destes trabalhos é compreender melhor o envelhecimento e corrigir seus aspectos patológicos. As células idosas foram reprogramadas "in vitro" em células-tronco pluripotentes iPSC (sigla em inglês para células-tronco pluripotentes induzidas) e, com isso, recuperaram a juventude e as características das células-tronco embrionárias (hESC). Estas células podem se diferenciar dando origem a células de todos os tipos (neurônios, células cardíacas, da pele, do fígado...) após a terapia da "juventude" aplicada pelos cientistas.
Desde 2007 os cientistas demonstraram ser capazes de reprogramar as células adultas humanas em células-tronco pluripotentes (iPSC), cujas propriedades são semelhantes às das células-tronco embrionárias. Esta reprogramação a partir de células adultas evita as críticas ao uso de células-tronco extraídas de embriões.
Nova etapa
Até agora, a reprogramação de células adultas tinha um limite, a senescência, última etapa do envelhecimento celular. A equipe de Jean-Marc Lemaitre acaba de superar este limite.
Os cientistas primeiro multiplicaram células da pele (fibroblastos) de um doador de 74 anos para alcançar a senescência, caracterizada pela suspensão da proliferação celular. Em seguida, eles fizeram a reprogramação "in vitro" destas células. Como isto não foi possível com base em quatro fatores genéticos clássicos de transcrição (OCT4, SOX2, C MYC e KLF4), eles adicionaram outros dois (NANOG e LIN28).
Graças a este novo "coquetel" de seis ingredientes genéticos, as células senescentes reprogramadas recuperaram as características das células-tronco pluripotentes de tipo embrionário, sem conservar vestígios de seu envelhecimento anterior. "Os marcadores de idade das células foram apagados e as células-tronco iPSC que nós obtivemos podem produzir células funcionais, de todos os tipos, com capacidade de proliferação e longevidade aumentadas", explicou Jean-Marc Lemaitre.
Os cientistas em seguida testaram com sucesso seu coquetel em células mais envelhecidas, de 92, 94, 96 até 101 anos. "A idade das células não é definitivamente uma barreira para a reprogramação", concluíram.
Estes trabalhos abrem o caminho para o uso de células reprogramadas iPS como fonte ideal de células adultas toleradas pelo sistema imunológico para reparar órgãos ou tecidos em pacientes idosos, acrescentou o cientista.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5446180-EI238,00-Cientistas+conseguem+reverter+envelhecimento+celular.html

Comentario: Medo da morte muitos de nós já não temos, e logo alguns poderão ter a capacidade de adiá-la. É a ciência evoluindo e modificando o processo de envelhecimento.