segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Pesquisadores criam aparelho que detecta problemas cardíacos

Uma equipe de pesquisadores da Universidade Politécnica de Lausanne, na Suíça, fabricou um dispositivo eletrônico que detecta anomalias no ritmo cardíaco da pessoa em tempo real e envia a informação do eletrocardiograma, já analisada, ao próprio paciente e a seu médico.
O líder do estudo, o espanhol David Atienza, disse que ao contrário de outros aparatos, este é capaz de interpretar dados e avisar quando algo sai do normal. "Até agora, este tipo de dispositivo apenas coletava informação, que mais tarde tinha que ser analisada pelo médico, enquanto este já indica possíveis patologias que o paciente pode apresentar", explicou Atienza.
O investigador afirmou que o aparelho envia uma mensagem ao telefone celular do paciente se detectar algo errado, além de enviar um e-mail a seu médico com informações detalhadas. "Ambos recebem a evolução do eletrocardiograma das últimas duas horas", precisou o pesquisador.
Desta forma, é possível descobrir anomalias cardíacas num estágio muito inicial, o que pode prevenir problemas maiores. O dispositivo, batizado WBSN ("wireless body sensor network"), requer um modo de transmissão das informações padrão, que pode ser via GPS, 3G ou Bluethooth, e pode ser usado em celulares iPhone, Nokia e HTC.
Atienza contou que a eficácia do WBSN foi comprovada em 20 pacientes com problemas cardíacos e em mais cem pessoas, mas que antes de ser comercializado o aparelho precisa passar por mais uma etapa de estudos. "O processo completo deve estar pronto em quatro ou cinco meses, porque já temos a tecnologia, que é o mais complicado", disse o cientista.
Seu lançamento no mercado, no entanto, pode demorar um pouco mais pois dependeria de decisões empresariais das companhias que já demonstraram interesse em comercializar o aparelho. De acordo com Atienza, existem duas empresas interessadas em sua venda, e três companhias de saúde que pretendem comercializar o produto aos seus assegurados.
"Segundo meus cálculos, se forem fabricadas cinco mil unidades, o que é um número razoável de alcançar, o dispositivo poderia ser vendido por cerca de 50 euros", estimou o líder do estudo.


http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5422968-EI8147,00-Pesquisadores+criam+aparelho+que+detecta+problemas+cardiacos.html

Comentario:Mostra que tem tantas coisas que se pode fazer para prevenir e evitar problemas maiores,junto a tecnologia do jeito que envia para o celular se uqalquer coisa está errada,é o avanço da ciencia com a tecnologia.

Cientista: Brasil não está preparado para epidemia mortal

Um vírus letal que se espalha rapidamente por todo o planeta, causando pânico e caos entre a população. O tema do filme Contágio, em cartaz nos cinemas brasileiros, foi debatido nesta sexta-feira por especialistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil do Rio. A iniciativa do debate foi da Foundation for Vaccine Research, dos Estados Unidos.
De acordo com o superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde do Rio, Marcio Garcia, o Brasil tem experiência e conhecimento em vigilância e investigação, que faz do País capaz de dar resposta razoável contra um vírus letal.
"Temos uma rede nacional de alerta e resposta que, inclusive, é conectada com a sala dos CDC Centers for Disease Control and Prevention (Centros de Controle de Enfermidades dos Estados Unidos), que aparece no filme, em uma rede internacional. Também temos um programa especializado em investigação de surtos, que é o Epsus, com mais de 100 pesquisadores formados", disse ele.
A infectologista Patrícia Brasil, da Fiocruz, discorda da análise. Ela disse que O Brasil é um País que não consegue conter o avanço de doenças já conhecidas e que podem ser combatidas, como a tuberculose e a dengue, e sequer tem condições de responder a um vírus como o do filme.
"Na verdade, ninguém está preparado para um vírus como esse (do filme Contágio). E nós temos nossos próprios pesadelos, como a tuberculose. Na epidemia de dengue de 2008, foram mais de 300 mil casos, mais de 40% de mortes de crianças. Temos a reintrodução da malária. São muitos os desafios de saúde pública ainda. Nosso sistema de saúde já é caótico, não só o público, com emergências lotadas. Imagine com uma epidemia de vírus letal?", pergunta a pesquisadora.
O pesquisador Mauro Schechter, da UFRJ e membro da entidade que promoveu o debate, lamentou que se invista tão pouco em pesquisa de novas vacinas. Ele defendeu o financiamento de organismos multilaterais em estudos nessa área "Vacina não dá dinheiro. A não ser que seja para algumas patologias, como HPV, cuja vacina é muito cara. Mas criar uma vacina para tuberculose ou malária não é rentável, por exemplo. O Estado tem outros problemas para resolver, como garantir saúde, educação, segurança e transporte para a população. Por isso, há a necessidade de esforços internacionais conjuntos".
De acordo com Schechter, especialista em HIV, para desenvolver uma vacina contra a Aids em dez anos seriam necessários investimentos adicionais de U$ 5 milhões a US$ 10 milhões por ano sobre o que já se investe hoje em pesquisa. "O que é feito hoje é insuficiente", lamentou o pesquisador.


http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5441659-EI8147,00-Cientista+Brasil+nao+esta+preparado+para+epidemia+mortal.html

Comentario:Como para muitos lugares o Brasil não tem condição de suportar uma nova epidemia mortal, sendo um assunto a ser debatido e resolvido o quanto antes.

Cientistas conseguem reverter envelhecimento celular

Cientistas franceses conseguiram recuperar a juventude de células de doadores centenários, ao reprogramá-las ao estágio de células-tronco, demonstrando assim que o processo de envelhecimento é reversível. Trabalhos sobre a possibilidade de apagar as marcas do envelhecimento celular, publicados na edição desta terça-feira da revista especializada Genes & Development, marcam uma nova etapa na direção da medicina regenerativa com vistas a corrigir uma patologia, ressaltou Jean-Marc Lemaitre, do Instituto de Genômica Funcional (Inserm/CNRS/Université de Montpellier), encarregado destas pesquisas.
Segundo um cientista do Inserm, outro resultado importante destes trabalhos é compreender melhor o envelhecimento e corrigir seus aspectos patológicos. As células idosas foram reprogramadas "in vitro" em células-tronco pluripotentes iPSC (sigla em inglês para células-tronco pluripotentes induzidas) e, com isso, recuperaram a juventude e as características das células-tronco embrionárias (hESC). Estas células podem se diferenciar dando origem a células de todos os tipos (neurônios, células cardíacas, da pele, do fígado...) após a terapia da "juventude" aplicada pelos cientistas.
Desde 2007 os cientistas demonstraram ser capazes de reprogramar as células adultas humanas em células-tronco pluripotentes (iPSC), cujas propriedades são semelhantes às das células-tronco embrionárias. Esta reprogramação a partir de células adultas evita as críticas ao uso de células-tronco extraídas de embriões.
Nova etapa
Até agora, a reprogramação de células adultas tinha um limite, a senescência, última etapa do envelhecimento celular. A equipe de Jean-Marc Lemaitre acaba de superar este limite.
Os cientistas primeiro multiplicaram células da pele (fibroblastos) de um doador de 74 anos para alcançar a senescência, caracterizada pela suspensão da proliferação celular. Em seguida, eles fizeram a reprogramação "in vitro" destas células. Como isto não foi possível com base em quatro fatores genéticos clássicos de transcrição (OCT4, SOX2, C MYC e KLF4), eles adicionaram outros dois (NANOG e LIN28).
Graças a este novo "coquetel" de seis ingredientes genéticos, as células senescentes reprogramadas recuperaram as características das células-tronco pluripotentes de tipo embrionário, sem conservar vestígios de seu envelhecimento anterior. "Os marcadores de idade das células foram apagados e as células-tronco iPSC que nós obtivemos podem produzir células funcionais, de todos os tipos, com capacidade de proliferação e longevidade aumentadas", explicou Jean-Marc Lemaitre.
Os cientistas em seguida testaram com sucesso seu coquetel em células mais envelhecidas, de 92, 94, 96 até 101 anos. "A idade das células não é definitivamente uma barreira para a reprogramação", concluíram.
Estes trabalhos abrem o caminho para o uso de células reprogramadas iPS como fonte ideal de células adultas toleradas pelo sistema imunológico para reparar órgãos ou tecidos em pacientes idosos, acrescentou o cientista.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5446180-EI238,00-Cientistas+conseguem+reverter+envelhecimento+celular.html

Comentario: Medo da morte muitos de nós já não temos, e logo alguns poderão ter a capacidade de adiá-la. É a ciência evoluindo e modificando o processo de envelhecimento.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Poluição do ar mata pelo menos 2 milhões de pessoas por ano

Pelo menos 2 milhões de pessoas morrem no mundo devido à má qualidade do ar causada por poluição. A conclusão é da Organização Mundial de Saúde (OMS), que analisou dados de 1,1 mil cidades, de 91 países, com mais de 100 mil habitantes. Segundo especialistas, a contaminação do ar pode levar a problemas cardíacos e respiratórios.
"A poluição atmosférica é um grave problema de saúde ambiental. É vital que aumentemos os esforços para reduzir o impacto na saúde que a poluição atmosférica cria", disse a diretora de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS, Maria Neira.
De acordo com ela, é necessário que as autoridades de cada país façam monitoramentos constantes para medir a poluição do ar. "Assim podemos reduzir significativamente o número de pessoas que sofrem de doenças respiratórias e cardíacas e até de câncer de pulmão".
Segundo Neira, é fundamental lembrar que a poluição do ar é provocada por vários fatores, como os gases de escapamentos dos veículos, a fumaça de fábricas e fuligem das usinas de carvão. "Em muitos países não há qualquer regulamentação sobre a qualidade do ar. Quando há normas nacionais, elas variam muito na sua aplicação".
A OMS informou ainda que em 2008 cerca de 1,34 milhão de pessoas morreram prematuramente por causa dos efeitos da poluição sobre a saúde. De acordo com especialistas, políticas de prevenção podem evitar as mortes prematuras.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5378221-EI8147,00-Poluicao+do+ar+mata+pelo+menos+milhoes+de+pessoas+por+ano.html


Comentário:Isso mostra que temos que ter mais preocupação ainda com a poluição do ar,e que este número de pessoas mortas é muito grande,além das pessoas que estão com problemas respiratórios e cardíacos.Já ta hora de houver uma conscientização maior.

domingo, 25 de setembro de 2011

Assembleia da ONU apoia plano contra doenças crônicas

O mundo corre riscos econômicos se os governos não conseguirem se aliar à iniciativa privada no combate a doenças letais como o câncer e o diabetes, disseram participantes de um evento especial da ONU sobre doenças crônicas. A sessão da Assembleia Geral da ONU a respeito de doenças não-transmissíveis continua na terça-feira. Essa é apenas a segunda vez na sua história que a entidade realiza um evento desses para discutir questões globais de saúde - a primeira, há dez anos, abordou a epidemia de Aids.
"Nossa colaboração é mais do que uma necessidade de saúde pública. As doenças não-transmissíveis são uma ameaça ao desenvolvimento", disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, na reunião. "As doenças não-transmissíveis atingem os pobres e vulneráveis de forma particularmente dura, e os levam a se afundarem mais na pobreza."
Segundo o Fórum Econômico Mundial, as doenças crônicas matam 36 milhões de pessoas por ano e custarão quase 47 trilhões de dólares à economia mundial nos próximos 20 anos. O número de mortes pode subir a 52 milhões por ano nesse período, estima a Organização Mundial da Saúde.
O desafio de criar um plano global de ação contra doenças cardíacas, câncer, diabetes, doenças mentais e doenças respiratórias é difícil e complexo. Muitos desses males estão vinculados a maus hábitos envolvendo alimentação, tabagismo, consumo de álcool e sedentarismo. Por isso, os governos precisam cooperar com empresas que produzem alimentos, remédios e cigarros, e também com empregadores que mantêm locais de trabalho ambientalmente nocivos.
Impacto financeiro
A reunião já começou com as expectativas esvaziadas, pois os países ricos e as empresas multinacionais dificilmente aceitarão sofrer um impacto financeiro em curto prazo para ajudar a financiar e promover iniciativas de saúde em nações mais pobres. Na segunda-feira, a Assembleia Geral adotou uma declaração reconhecendo o ônus econômico e social das doenças crônicas, mas sem estabelecer metas específicas para a redução do seu impacto.
As recomendações incluem a promoção de dietas mais saudáveis, ambientes de trabalho livres do cigarro, programas para exames contra o câncer e estímulo ao aleitamento materno durante cerca de seis meses após o parto, além de estimular alianças para a descoberta de novos remédios. Mesmo vago, o esforço é importante, segundo especialistas.
Uma das maiores incógnitas é o papel das grandes empresas alimentícias e do tabaco, cujos produtos já sofrem forte vigilância nas nações desenvolvidas devido à sua influência sobre a incidência de obesidade e doenças respiratórias.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5359220-EI238,00-Assembleia+da+ONU+apoia+plano+contra+doencas+cronicas.html

Comentário: Parece absurdo pensar que a última reunião foi há dez anos, mas logo ao pensar a atuação das multinacionais,e que os países ricos sofrerão um grande impacto negativo ao ajudar nesse processo, tudo se explica, imfelizmente.

Elefante é internado em hospital após pisar em mina terrestre

O elefante precisa do apoio de um poste para se levantar após ter perdido parte da pata na explosão de uma mina. Foto: AP O elefante precisa do apoio de um poste para se levantar após ter perdido parte da pata na explosão de uma mina

O elefante Pa Hae Po, um macho de 22 anos, está recebendo tratamento no hospital de elefantes na província de Lampang, no norte da Tailândia. O animal perdeu parte da pata esquerda dianteira depois de pisar em uma mina terrestre. O acidente ocorreu perto da fronteira com Mianmar.
A instituição que recebeu Pa Hae Po é o primeiro hospital veterinário especializado em elefantes do mundo. O local, fundado e mantido por doações públicas, tem capacidade de atender até 20 paquidermes. A maioria dos animais chega ao hospital com ferimentos causados por veículos, armas de fogo ou minas terrestres.
http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5346210-EI8145,00-Elefante+e+internado+em+hospital+apos+pisar+em+mina+terrestre.html

Comentário: Animais tem vida livre, ou assim deveriam ter. Sem carros, violência, buscando seu espaço, seu alimento, sua vida. Hoje eles tem que se adaptar a uma realidade das pessoas, sendo que nem elas conseguem se adaptar ou viver assim.

Astrônomo brasileiro explica como descobrir estrelas

Combinação de três imagens mostra localização das novas estrelas nos quadros superior e inferior. No quadro ampliado central, o aglomerado do qual os .... Foto: Alexandre Roman/Divulgação Combinação de três imagens mostra localização das novas estrelas nos quadros superior e inferior. No quadro ampliado central, o aglomerado do qual os astros massivos se afastaram.
Foto: Alexandre Roman/Divulgação
Alexandre Roman Lopes se dedica a caçar estrelas. Radicado no Chile, onde dá aulas e realiza pesquisas na Universidade La Serena, ele acaba de descobrir duas bem raras, cada uma com o equivalente a 80 massas solares.
Mas ao contrário de Cristóvão Colombo, que (dizem) chegou à América ao acaso, para descobrir estrelas não basta apontar um telescópio para o céu e esperar que os astros deem o ar da graça. É preciso saber onde e como olhar. Para Alexandre, a busca começou dois anos atrás.
Doutor em astronomia pela Universidade de São Paulo, sua linha de pesquisa é a descoberta e caracterização de aglomerados de estrelas massivas: "estrelas gordinhas", brinca ele, em entrevista concedida ao Terra. Trata-se, na verdade, de estrelas de muita massa e luminosidade, com uma composição incomum de gases e metais que podem ajudar a entender a origem do universo e da vida.
Estrelas massudas
O par de estrelas descobertas por Alexandre com a ajuda dos colegas Rodolfo Barba e Nidia Morrell são espécimes raros em um lugar improvável, e são as de maior massa já encontradas pelo brasileiro, que até então, havia descoberto estrelas com até 50 vezes a massa do sol. Apenas isso já serviria para classificá-las como raras, mas elas ainda estão isoladas do centro onde foram criadas, outra situação pouco comum.
As estrelas WR20aa e WR20c provavelmente se afastaram do aglomerado após perturbações gravitacionais e seguiram uma trajetória de afastamento do grupo. O surpreendente é que elas não tenham se desintegrado no caminho. "Esses objetos vivem pouco, na escala de duração do universo" diz Alexandre, que depois de explicar que a palavra mais correta para se referir a estas estrelas seria "massudas", continua se referindo a elas como "massivas", termo mais usado.
"Elas produzem uma quantidade tão grande energia que elas esgotam seu combustível de forma muito rápida", explica. Os dois corpos identificados pelos pesquisadores não devem ter mais de 2 milhões de anos, e de acordo com o astrônomo, elas não terão uma vida muito mais longa que isso. A descoberta de Alexandre é um grande feito em sua carreira e, a partir de sua história, podemos montar um passo-a-passo para quem quiser descobrir a sua própria estrela.
Aposte no conhecimento "inútil"
Alexandre, que também é físico, já deu aulas para o ensino médio em São Paulo e cansou de ouvir perguntas de alunos desanimados sobre porque estudar matemática, física, biologia, essas "coisas que eu nunca vou usar na vida", diziam os estudantes. "A ciência pura dá resultados a longo prazo", responde o astrônomo. Para ele, o Brasil ainda tem uma visão atrasada. É bastante óbvio que os Estados Unidos não gastam bilhões de dólares para mandar o telescópio Hubble ao espaço para fazer fotos bonitas. "Eles sabem que conhecimento científico gera poder econômico, militar e de todo tipo" diz Alexandre.
Consiga tempo em um telescópio
Para descobrir uma estrela você provavelmente vai precisar de um telescópio profissional, e estes equipamentos ficam sediados em instituições que decidem com cuidado quais projetos merecem ganhar o dinheiro de gastar US$ 15 mil dólares por noite em observações espaciais. Por isso, as propostas apresentadas devem ser relevantes e embasadas.
Alexandre realizou uma extensa pesquisa antes de submeter seu projeto à universidade chilena. Ele chegou a encontrar diversos registros da zona que ele gostaria de observar, e foi em documentos da base de dados do ESO (Observatório Europeu do Sul) que ele identificou os dois corpos que suspeitou serem estrelas massivas. "Então alguém que coletou esses dados no passado não se deu conta do que tinha na mão", diz Alexandre, que reconhece que eram necessárias habilidades e conhecimentos prévios para ver nos documentos de cinco anos de idade os indícios das estrelas que ele buscava.
A partir destes dados e com embasamento teórico - além de um método criado pelo próprio cientista para aprimorar a seleção de corpos com potencial de serem estrelas massivas - ele pôde submeter um projeto observacional à comissão de especialistas que lhe concedeu tempo no telescópio chileno. Com os novos dados obtidos - de melhor qualidade que os do ESO - ele pôde detectar a luz das duas novas estrelas.
Apenas o início
A descoberta é um marco importante, mas por mais que pareça o fim de um longo processo e de muitos estudos, é apenas o ponto de partida para investigações mais profundas. A importância de analisar estrelas raras como as encontradas por Alexandre é que nelas podem ser estudados diversos mecanismos de formação e evolução dos astros. Se as estrelas comuns já são bastante conhecidas pelos cientistas, as massivas e outros tipos raros ainda escondem mistérios que podem ajudar na compreensão do universo. As "estrelas gordinhas" de Alexandre provavelmente serão estudadas por outros pesquisadores. O brasileiro precisa apontar o telescópio na direção de novas descobertas.

http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI5329469-EI301,00-Astronomo+brasileiro+explica+como+descobrir+estrelas.html

Comentário: É bom saber que sim, podemos usar o que aprendemos no colégio em outros lugares, onde achamos muitas vezes inacessível. Tendo uma boa proposta, saber argumentar e correr atrás é um bom começo.